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A gestão dos armazéns melhorou nos últimos anos?

Ramon Capdevila, Diretor de Jornal dos Armazéns


A mudança a nível comercial foi a mais importante nos últimos 30 anos. Mudou quase tudo: a forma de comprar dos consumidores, como comunicamos com eles, o aumento dos canais de vendas e o modo como, cada vez mais, o online está a ganhar terreno.

Neste novo contexto, a digitalização das nossas empresas parece que será um processo irreversível num futuro não muito distante.

     Mas agora não vou falar sobre os processos de digitalização no nosso setor, mas sobre outros aspetos muito importantes que um armazém de materiais de construção deve ter em conta na sua gestão, independentemente dos processos de digitalização que, mais cedo ou mais tarde, terá de executar.

 

 

Tais como:

1.º Aceitar a situação e iniciar positivamente a adaptação da empresa ao novo paradigma. Com prudência e inteligência.

2.º Reestruturar a empresa até à obtenção de uma demonstração de resultados positiva.

3.º Detetar, através de uma análise SWOT, as oportunidades de crescimento em categorias de produtos, serviços e clientes.

4.º Profissionalizar (formar) as equipas, especialmente o gestor responsável por liderar o processo.

5.º Atualizar a exposição, tanto em termos de design como em gama de produtos, e incorporar a venda automática no armazém de materiais em todos os produtos possíveis. Com uma abordagem mais comercial que de armazém.

6.º Utilizar as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) para melhorar os processos de gestão, reduzir custos e encontrar novas oportunidades de negócio. Ter uma presença na Internet ao disponibilizar informação sobre produtos e serviços, bem como preparar-se para a entrada do e-commerce.

7.º Aplicar a gestão do Pricing para melhorar a margem.

8.º Dedicar uma percentagem da margem para a publicidade e, se possível, tirar partido da marca de uma central que proporcione notoriedade a nível nacional e confiança ao consumidor.

9.º Desenvolver uma gama de produtos de marca própria, por motivos de exclusividade e para desfrutar de uma margem aceitável. Em geral, aumentar a gama em termos de número de referências para o adaptar ao mercado da remodelação.

10.º Associar-se a uma das centrais de compras que, para além da melhoria do preço, estejam preparadas para os ajudar a atingir todos os objetivos de modo mais rápido, económico e profissional. Adicionalmente, que forneçam uma logística centralizada que permita uma importante redução nos custos totais de compra.

 

Escrevi estes 10 aspetos num artigo de opinião há exatamente oito anos, e talvez fosse bom revê-los agora e ver se mantêm a sua vigência e se, em algum deles, ainda há margem e percurso para melhorar. Cada armazém pode valorizar e fazer a sua própria autoanálise. E, claro, considerar também que outras estratégias poderiam ser incluídas e que, até então, não tenham sido apresentadas.

     O setor evoluiu muitíssimo nestes últimos anos e, sem dúvida, neste momento, o conceito de digitalização parece que terá um forte impacto no futuro do setor. Mas não esqueçamos outros aspetos que talvez ainda não tenhamos resolvido completamente.

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