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A atomização de que o setor sofre tem solução?

Ramon Capdevila, director de Jornal dos Armazéns


 

Neste número do Jornal dos Armazéns publicamos pela primeira vez o Ranking dos principais armazéns generalistas de materiais de construção. Tentámos ser fiéis à linha editorial da nossa publicação e cingimo-nos apenas à publicação dos resultados dos armazéns generalistas de materiais de construção para, desta forma, conseguirmos ter uma imagem o mais exata possível de como se encontra este setor tanto ao nível do número de armazéns como também, e muito importante, do seu tamanho. Portanto, neste Ranking não se incluem os distribuidores especialistas, tais como os de impermeabilização, isolamento, produtos siderúrgicos, madeira, eletrodomésticos, vidros, ferros, etc.

Também é de assinalar que os dados publicados correspondem aos dados contabilísticos obtidos das várias empresas nos dois últimos exercícios apresentados e que, possivelmente, faltam alguns armazéns nesta lista e, talvez, alguns não sejam armazéns generalistas. Por último, queremos acrescentar que se constatar que o seu armazém não consta desta lista, pode notificar-no-lo e procederemos a incluí-lo no Ranking em futuras edições.

 

Com estes dados, podemos analisar, entre outras coisas, o grau de atomização que o setor da distribuição sofre em Portugal. Sempre defendi que uma distribuição forte permite um melhor posicionamento no mercado, e que seria bom formular estratégias centradas no aumento do tamanho das nossas empresas com acordos, integrações e fusões entre armazéns de materiais de construção de uma mesma zona.

 

Neste contexto, levantam-se quatro questões a ter em conta sobre o comportamento que a distribuição de materiais de construção poderá ter num futuro a médio prazo: o volume de negócio que ainda pode ser absorvido pelas grandes superfícies, o comportamento e a evolução do mercado das renovações e também o da obra nova, a evolução que o setor da bricolage possa ter, e o comportamento dos Grupos de Compra com novas estratégias e, eventualmente, possíveis alianças.

     Não há dúvida de que o futuro passa pela concentração de pontos de venda para conseguir, desta forma, que se tornem estruturas mais sólidas e mais competitivas para “lutar” com mais garantias para conseguir um melhor serviço e, sobretudo, uma maior rentabilidade.

 

E como é que isto se consegue? Explorando e analisando possíveis acordos estratégicos ou, inclusive, alianças ou associações entre armazéns de materiais de construção de uma mesma zona. Não é fácil, dada a própria idiossincrasia do tecido empresarial do setor, visto tratar-se de empresas familiares em geral de tamanho médio ou pequeno e com um forte enraizamento no território. Mas sem dúvida que poderá ser uma boa via de análise que muitos armazéns poderão fazer nas suas zonas. Evidentemente, há zonas onde será quase impossível estabelecer qualquer acordo por diversos motivos, mas de certeza que há outras onde será muito possível, exequível e interessante.

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